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  • Kátia Garcia 29 de July de 2013, às 22:56 Permalink | Responder
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    O Brasil e o Papa 

    Papa Francisco

    Ter­mi­nou ontem, 28/07, a Jor­nada Mun­dial da Juven­tude com uma lota­ção de 3 milhões de pes­soas aglo­me­ra­das na praia de Copa­ca­bana para a vigí­lia e a missa de encer­ra­mento da visita do Papa Fran­cisco. Foi uma semana agi­tada para o Rio de Janeiro. Entre pro­tes­tos, ten­ta­ti­vas de ali­ci­a­ção de polí­ti­cos vários e um mar de jovens fieis, o Papa enfren­tou chuva, bei­jou mui­tos bebês, escu­tou denún­cias, cutu­cou pode­ro­sos e deu um show. Um não, vários. É pre­ciso admi­tir o talento e o carisma deste senhor sor­ri­dente. O tão espe­rado bebê real quase desa­pa­re­ceu entre tan­tas fra­ses de efeito dis­pa­ra­das pelo Papa mais pop que o Bra­sil já viu.

    Os efei­tos desta visita espe­ta­cu­lar que cus­tou mais de 100 milhões de reais aos cofres públi­cos, fora o inves­ti­mento da pró­pria Igreja, não devem aca­bar com o fim da Jor­nada. O Papa fez diver­sos ape­los pelo “Ide e pre­gai o evan­ge­lho por todas as nações”. Este foi o ponto cen­tral de todo o encon­tro: rea­vi­var a fé e a con­fi­ança para evan­ge­li­zar. Aos bis­pos e padres foi expres­sa­mente ori­en­tado que fos­sem às fave­las, aos mise­rá­veis, levar o evan­ge­lho, que vol­tas­sem seus esfor­ços para os pobres e os enfer­mos nova­mente. Aos jovens, pediu que fos­sem para as ruas, que pro­tes­tas­sem, que fos­sem revo­lu­ci­o­ná­rios, que mudas­sem o futuro atra­vés de um com­pro­misso sério com deus con­tra a cul­tura do pro­vi­só­rio e do relativismo.

    Em para­lelo estou­ra­vam pro­tes­tos por todos os lados, uns ten­ta­vam falar com o Papa, outros, con­tra ele. Houve bei­jaço gay já na pri­meira apa­ri­ção do Papa, pro­tes­tos con­tra o gover­na­dor Sér­gio Cabral e a cor­rup­ção e mar­cha das vadias con­tra o Esta­tuto do Nas­ci­turo e a pela des­cri­mi­na­li­za­ção do aborto. Havia inú­me­ros gru­pos de pro­tes­tos, a mai­o­ria indi­fe­rente à pre­sença do Papa, fazendo uso ape­nas do alcance inter­na­ci­o­nal da imprensa que cobria o evento. Tam­bém acon­te­ce­ram mani­fes­ta­ções em outras cida­des mobi­li­za­das em apoio con­tra a repres­são sofrida pelos que se mani­fes­ta­ram con­tra Cabral no dia da che­gada do Papa. Houve con­fronto com a polí­cia, pri­são de dois repór­te­res inde­pen­den­tes que cobriam o pro­testo, denún­cias de poli­ci­ais infil­tra­dos que teriam lan­çado molo­tov con­tra o pelo­tão de cho­que e muita con­fu­são. A popu­la­ri­dade do gover­na­dor che­gou a 12% essa semana. O Papa res­pon­deu a esta e outras mobi­li­za­ções dizendo que os polí­ti­cos pre­ci­sam ouvir os jovens e aler­tou para o perigo de ten­tar mani­pu­lar essa força que os faz que­rer mudanças.

    A igreja evan­gé­lica tam­bém pro­mo­veu encon­tros em diver­sos locais do país. Em Rondô­nia líde­res evan­gé­li­cos fize­ram o culto de domingo ao ar livre, reu­nindo 50 mil pes­soas nas ruas da cidade. Gran­des igre­jas pro­mo­ve­ram con­fe­rên­cias e encon­tros vol­ta­dos para os jovens, como res­posta à mobi­li­za­ção cató­lica, mas entre o Papa e o bebê real, a visi­bi­li­dade des­tes encon­tros foi mínima. Em um país onde a igreja evan­gé­lica tira fôlego para con­quis­tar novos fieis do aban­dono em que estes se encon­tram den­tro de suas igre­jas cató­li­cas, a visita do Papa e suas ori­en­ta­ções aos padres e bis­pos do Bra­sil pode jogar água fria no cres­ci­mento ver­ti­gi­noso do pro­tes­tan­tismo. A visita do Papa tinha o obje­tivo claro de res­ga­tar o empe­nho dos líde­res reli­gi­o­sos, reli­gar as ove­lhas aos seus pas­to­res e rea­ni­mar a tra­di­ção cató­lica em meio a drás­ti­cas mudan­ças sociais.

    A JMJ é um evento espe­ci­al­mente vol­tado para os jovens. No Bra­sil a juven­tude tinha se tor­nado a prin­ci­pal porta de saída da reli­gião cató­lica e o Papa diri­giu pedi­dos espe­ci­ais para que os jovens cató­li­cos não se aca­nhem e saiam para fazer dis­cí­pu­los e para que os padres vol­tem a ser mis­tu­rar com os fieis, ter con­tato pes­soal com eles.  Em entre­vista, Fran­cisco fez reve­rên­cia a este aban­dono com­pa­rando a Igreja a uma mãe que só se comu­nica com o filho por car­tas, apon­tando a falta de con­tato e afeto como causa do esfri­a­mento da fé em todo o globo. Sua fun­ção será rea­pro­xi­mar mãe e filho, trans­for­mar docu­men­tos em abra­ços, impri­mir na Igreja as carac­te­rís­ti­cas que lhe são tão familiares.

    Com rela­ção à Igreja o Papa fez várias decla­ra­ções inte­res­san­tes e o ponto comum é sem­pre a Reforma. Fran­cisco cha­mou aten­ção para a neces­si­dade da Igreja se rein­ven­tar para acom­pa­nhar a His­tó­ria, disse que desde a Idade Média é comum ouvir crí­ti­cas dizendo que a Igreja pre­cisa mudar, por­que ela pre­cisa ser dinâ­mica para per­ma­ne­cer inse­rida no con­texto social da época. Apon­tou a neces­si­dade de uma reforma pro­funda e de grande seri­e­dade na cúria romana, segundo ele, uma parte de extrema impor­tân­cia para a Igreja e por isso mesmo tão sus­ce­tí­vel a crí­ti­cas, quanto a erros huma­nos por parte de seus inte­gran­tes. Apro­vei­tou para dizer que uma árvore que cai faz mais baru­lho que um bos­que inteiro cres­cendo, ao se refe­rir aos escân­da­los em que a Igreja se envol­veu e às boas ações de car­de­ais, bis­pos, padres e lei­gos san­tos que dão a vida pela Igreja todos os dias, mas não são percebidos.

    O tom da JMJ foi de revo­lu­ção. Segundo Fran­cisco, um jovem que não pro­teste, que não tenha uto­pias a defen­der, não o agrada. Ele chama o jovem para tra­zer sua uto­pia para a Igreja, para ter cora­gem e ir às ruas, para empres­tar sua ener­gia para a evan­ge­li­za­ção dos pobres e para mudar o mundo fazendo revi­ver os valo­res morais do cris­ti­a­nismo que estão sendo subs­ti­tuí­dos pela satis­fa­ção ime­di­ata e pro­vi­só­ria. Fran­cisco parece ter sido esco­lhido a dedo para reju­ve­nes­cer essa ins­ti­tui­ção mile­nar que pare­cia estar pres­tes a mor­rer de velhice. Entre­tanto, se por reju­ve­nes­ci­mento enten­de­mos a assi­mi­la­ção das novas deman­das soci­ais, como acesso a con­tra­cep­ti­vos e cami­si­nhas, casa­mento homo-afetivo, células-tronco e outras “moder­ni­ces”, então este Papa ainda “não nos representa”.

    Fran­cisco dei­xou claro quais são os valo­res da Igreja; ele quer levar comida, edu­ca­ção e saúde a todos os pobres, enfer­mos e aban­do­na­dos do pla­neta. Ele quer que os jovens vol­tem a crer no casa­mento eterno, na vir­gin­dade e na pureza. A revo­lu­ção que Fran­cisco quer pro­mo­ver pode até com­par­ti­lhar algu­mas pala­vras com a outra revo­lu­ção que acon­tece em para­lelo, no mundo secu­lar, mas o con­texto e o sen­tido des­tas pala­vras é outro e inverso. A Revo­lu­ção que o Papa quer é na ver­dade uma Resis­tên­cia. O que ele deseja é que a Igreja mantenha-se como pedra firme e aproveite-se da inse­gu­rança que momen­tos de inde­fi­ni­ção des­per­tam nas pes­soas para atraí-las.

    Rom­pendo com a filo­so­fia de seu pre­de­ces­sor, que acre­di­tava que a Igreja não deve­ria ceder à pres­são de trans­for­mar as mis­sas em shows da fé, Fran­cisco deu mesmo um grande show. Assim como na igreja evan­gé­lica, a sen­sa­ção, seja ela ale­gria, empol­ga­ção, ansi­e­dade ou o que quer que mobi­lize as pes­soas, foi o ele­mento cen­tral para pro­mo­ver o rea­vi­va­mento da fé e a Jor­nada pro­vo­cou mesmo mui­tas sen­sa­ções em seus fieis. Sem dúvida ele se des­pede de um Bra­sil dife­rente do que encon­trou em sua che­gada e trouxe para a Igreja a auto­ri­za­ção que ela espe­rava para dar o pró­ximo passo na eterna luta pela sobre­vi­vên­cia do cato­li­cismo: a incor­po­ra­ção das sen­sa­ções na pro­mo­ção da fé. A par­tir de agora o cató­lico tam­bém poderá dizer que sente o mover de Deus, sem pre­ci­sar enquadrar-se como caris­má­tico, termo que mais divi­diu do que refor­çou a Igreja em seu pri­meiro encon­tro com o neo-pentecostalismo das Amé­ri­cas há déca­das atrás.

    O Papa fez um apelo para que a soci­e­dade não exclua os extre­mos da cadeia pro­du­tiva, as cri­an­ças, os jovens e os ido­sos, em nome do dinheiro, apon­tando um “huma­nismo desu­mano” como motor deste estado de coi­sas. Por fim Fran­cisco zelou pelo diá­logo entre todas as cren­ças em prol do bem comum. Pediu que todos, den­tro de suas pró­prias cren­ças, rom­pes­sem com o egoísmo e a indi­fe­rença, supe­rando suas dife­ren­ças e bus­cando aju­dar o pró­ximo, espe­ci­al­mente os mais caren­tes. Antes de ir ele dei­xou dois che­ques de 20 mil euros, um para a favela de Var­gi­nha, a ser apli­cado con­forme deci­são dos mora­do­res e outro para o Hos­pi­tal São Fran­cisco apli­car em seu cen­tro de recu­pe­ra­ção de depen­den­tes de dro­gas que está para ser inau­gu­rado. Var­gi­nha rece­be­ria a vigí­lia que foi trans­fe­rida às pres­sas para Copa­ca­bana por causa das chu­vas que trans­for­ma­ram o Campo da Fé em um enorme lamaçal.

    A con­clu­são a que se chega com esta pri­meira via­gem do Papa para encontrar-se com seus fieis é que pode­mos espe­rar gran­des mudan­ças para a ICAR nos pró­xi­mos anos. Sua revo­lu­ção, no entanto, não se mira nos anseios que pre­ten­dem fazer do futuro um lugar onde a diver­si­dade é o motor da igual­dade, mas no eterno desejo cris­tão de trans­for­mar toda diver­si­dade em igual­dade a par­tir de um modelo ideal a ser imi­tado. Resta saber se no mundo da inter­net e do turismo, 7 bilhões de indi­ví­duos dis­tin­tos pode­rão ser enqua­dra­dos a par­tir de um só modelo, mesmo com toda a ener­gia revo­lu­ci­o­ná­ria que os jovens cató­li­cos têm a oferecer.

    Kátia Gar­cia

     
  • Helder Sanches 21 de July de 2013, às 9:07 Permalink | Responder
    Etiquetas: família, Jesus,   

    O tio ateísta e o Natal 

    Não pode­ria haver melhor forma de inau­gu­rar­mos a nossa sec­ção de humor… Este vídeo de cinco segundo resume muito bem o que nós ateus sen­ti­mos quando que­rem impin­gir fic­ções às nos­sas cri­an­ças como se se tra­tasse de rea­li­dade. Já exis­tem tan­tas his­tó­rias cheias de bons prin­cí­pios morais, com valo­res huma­nis­tas e que não pre­ci­sam de ser trans­mi­ti­das como se fos­sem verdadeiras.

    Mas, vejam o vídeo…

    Então, não é mesmo isto?

     
  • Paulo Ramos 26 de December de 2012, às 0:56 Permalink | Responder
    Etiquetas: Calendário, Jesus   

    Quando nasceu Jesus? 

    calendario romano em pedra

    O calen­dá­rio juli­ano tinha como refe­rên­cia a data mítica da fun­da­ção de Roma (Ab Urbe Con­dita, 753 AEC). No entanto, o calen­dá­rio juli­ano não dava muita impor­tân­cia à nume­ra­ção dos anos — dava mais ênfase de como cada ano era estru­tu­rado em ter­mos de dias e meses. Durante sécu­los os anos foram quase sem­pre refe­ri­dos em rela­ção ao ano de regên­cia do impe­ra­dor em exer­cí­cio (ex. 15º ano de Tibé­rio) ou qual­quer evento notá­vel (uma guerra impor­tante ou as olim­pía­das, p.ex).

    No fim do ano 1037 Ab Urbe Con­dita (1037 AUC ou 284 EC), Dio­cle­ci­ano tomou o poder no Impé­rio, ficando o ano seguinte como o 1º Anno Dio­cle­ti­ani (AD). Esta con­ta­gem de anos foi uti­li­zada durante mais de 240 anos.

    Dio­cle­ci­ano foi um forte per­se­gui­dor de cris­tãos mas, nas épocas pos­te­ri­o­res, os cris­tãos tornaram-se uma força impor­tante no Impé­rio, obri­gando o impe­ra­dor Cons­tan­tino a tolerá-los e ofi­ci­a­li­zar, a par­tir do Con­cí­lio de Niceia (ano 41 de Dio­cle­ci­ano, 325 EC), a Igreja Católica.

    Por volta do ano 241 de Dio­cle­ci­ano (525 EC) o Papa João I pediu a um monge cha­mado Dio­ní­sio Exí­guo para fazer o cál­culo dos dias de Pás­coa para os anos seguin­tes. Como o dia de Pás­coa vari­ava de ano para ano, por­que tinha de ser pró­ximo da lua-cheia, de vez em quando era neces­sá­rio cal­cu­lar a data em que a Pás­coa ocor­re­ria nos anos seguin­tes para se poder pre­pa­rar con­ve­ni­en­te­mente as celebrações.

    Para além de cal­cu­lar as data pedi­das, Dio­ní­sio defi­niu retro­ac­ti­va­mente que Jesus teria nas­cido em 25 de Dezem­bro do ano 753 AUC. Segundo os seus cál­cu­los, o dia 1 de Janeiro de 754 AUC teria sido, por­tanto, o pri­meiro dia do pri­meiro Anno Domini (Ano do Senhor, AD, apro­vei­tando a sigla usada na con­ta­gem de Diocleciano).

    Lucas 3:1–23 No décimo quinto ano do rei­nado de Tibé­rio César, sendo Pôn­cio Pila­tos gover­na­dor da Judeia, Hero­des tetrarca da Gali­léia, seu irmão Filipe tetrarca da região da Itu­réia e de Tra­co­ni­tes, e Lisâ­nias tetrarca de Abi­lene, sendo Anás e Cai­fás sumos sacer­do­tes, veio a pala­vra de Deus a João, filho de Zaca­rias, no deserto. E ele per­cor­reu toda a cir­cun­vi­zi­nhança do Jor­dão, pre­gando o batismo de arre­pen­di­mento para remis­são de peca­dos; …
    Quando todo o povo fora bati­zado, tendo sido Jesus tam­bém bati­zado, … Ora, Jesus, ao come­çar o seu minis­té­rio, tinha cerca de trinta anos; …

    Dio­ní­sio pro­va­vel­mente baseou os seus cál­cu­los no texto de Lucas 3:1–23 pois parece ter igno­rado todas as outras refe­rên­cias dos evan­ge­lhos e refe­rên­cias his­tó­ri­cas, nome­a­da­mente a morte de Hero­des e o censo de Quirinius.

    NOTA: aqui faço uso das abre­vi­a­tu­ras AEC/EC (Antes da Era Comum/Era Comum) em vez de a.C./d.C (antes de Cristo/depois de Cristo).

    tabela eventos

     

    http://quem-escreveu-torto.blogspot.pt/2012/10/calendario-contagem-dos-anos.html

     

     

     
    • João Tereso 28 de Dezembro de 2012, às 14:26 Permalink | Responder

      Fico con­tente que tenham tomado a inci­a­tiva de criar este site. Vou acom­pa­nhar, sem dúvida. Gos­tei muito deste post, creio que dá uma boa ideia desta pro­ble­má­tica acerca da qual nunca fiz gran­des pes­qui­sas, embora tenha for­ma­ção em História/Arqueologia.

      Só um breve comen­tá­rio, acerca de um por­me­nor. No âmbito da minha inves­ti­ga­ção cien­tí­fica (que é o meu tra­ba­lho) tenho de lidar com o tempo — com datas. Tenho de colo­car even­tos num calen­dá­rio de vários milha­res de anos. No entanto, ape­sar de ser ateu con­victo e sem qual­quer dúvida acerca disso, uso de livre von­tade (embora algu­mas revis­tas façam disto impo­si­ção) a refe­rên­cia tem­po­ral a.C. e d.C. (usu­al­mente na ver­são inglesa BC/AD). Uso tam­bém fre­quen­te­mente datas em BP (Before Pre­sent, sendo o pre­sente o ano de 1950), uma con­ven­ção para fins téc­ni­cos na minha área científica.

      Na ver­dade, não vejo qual­quer con­tra­di­ção ide­o­ló­gica entre usar a.C. e d.C. e o facto de ser ateu. Tal­vez por­que me estou a marim­bar para se os outros con­si­de­ram isso uma con­tra­di­ção de minha parte. Tal­vez por con­si­de­rar igual­mente con­tra­di­tó­rio (se não até mais do que usar a.C.) o uso de uma refe­rên­cia a uma Era Comum que usa o nas­ci­mento de Cristo como refe­rên­cia tem­po­ral. No fundo, acho que a.C. ou a.n.e (antes da nossa era) ou a.e.c. (antes da era comum) é tudo a mesma coisa mas com pala­vras dife­ren­tes. Para mim, a.C. e d.C. refere-se uni­ca­mente ao nas­ci­mento de alguém que para mim não foi o filho de nenhum deus. Usar Era Comum é refe­rir que o nas­ci­mento dessa pes­soa repre­senta o iní­cio de uma nova Era. Comum porquê? Comum a quem?

      Num blo­gue que man­ti­nha com uns ami­gos e que está quase morto tive­mos já uma pequena dis­cus­são sobre o assunto. Podem ver aqui:

      http://arqueociencias.blogspot.pt/2011/04/antes-de-cristo-ou-antes-na-nossa-era.html#comment-form

    • Helder Sanches 28 de Dezembro de 2012, às 14:51 Permalink | Responder

      Olá João Tereso,

      Para­béns por teres sido o pri­meiro a comen­tar no ateu.pt. Só por causa disso, já ganhaste… a sim­pa­tia de todos nós. ;-)

      Con­cordo com o teu comen­tá­rio. O facto de ser­mos ateus não deve sig­ni­fi­car sub­trair­mos da nossa orga­ni­za­ção social (e téc­nica, neste caso) as influên­cias his­tó­ri­cas que estão impreg­na­das no tecido da nossa civi­li­za­ção quando essas mes­mas influên­cias não pre­ju­di­cam em nada o fun­ci­o­na­mento e a desen­vol­vi­mento civi­li­za­ci­o­nal. Claro que tam­bém é válido que arran­jar outra sigla não pre­ju­di­ca­ria, daí con­cor­dar con­tigo que o mais impor­tante é saber­mos ao que é que nos esta­mos a refe­rir do que pro­pri­a­mente a forma como o fazemos.

      Não conhe­cia o BP, nem fazia a mínima ideia de que 1950 era um marco, por assim dizer. Achei inte­res­sante mas fiquei curi­oso em saber porquê 1950.

    • Paulo Ramos 28 de Dezembro de 2012, às 20:13 Permalink | Responder

      Con­cordo com o argu­mento do João Tereso e agradeço-lhe o comen­tá­rio e o link para a inte­res­sante dis­cus­são sobre este assunto.

      No entanto fica­ria muito estra­nho cons­truir fra­ses do tipo “Segundo o evan­ge­lho de Mateus, Jesus nas­ceu, o mais tar­dar, em 4 antes de Cristo”.

      Por outro lado, em mui­tos paí­ses utiliza-se um calen­dá­rio que diz que esta­mos a viver o ano 2012, a cami­nhar para 2013. Nesse sen­tido é um calen­dá­rio Comum.

      Diria, para con­cluir, que expres­são cor­reta deve­ria ser AESDE/ESDE (Antes da Era Segundo Dio­ni­sio Exi­guo / Era Segundo Dio­ni­sio Exiguo).

    • João Tereso 28 de Dezembro de 2012, às 21:10 Permalink | Responder

      AESDE/ESDE é uma boa expressão!

      O ano de 1950 e a expres­são BP são usa­dos uni­ca­mente para refe­rir datas de radi­o­car­bono:
      cal. BP são datas do nosso calen­dá­rio, mas a con­tar a par­tir de 1950
      BP (sem cal.) são datas de radi­o­car­bono e cor­res­ponde a anos do nosso calen­dá­rio (isto por­que ao longo do tempo houve vari­a­ções nos níveis de car­bono 14 exis­tente na atmosfera).

      1950 refere-se ao ano (ou pró­ximo do ano) em que a téc­nica da data­ção por radi­o­car­bono foi inven­tada, daí con­ven­ci­o­nal­mente ser usada essa data.

    • Lisandro Hubris 23 de Fevereiro de 2013, às 6:58 Permalink | Responder

      Ami­gos ateís­tas
      Eu publi­quei 10 PDFs ateís­tas no RECANTO DAS LETRAS, que des­mas­ca­ram as prin­ci­pais mito­lo­gias bíbli­cas, e TODOS eles podem ser bai­xa­dos de graça, ou até mesmo comer­ci­a­li­za­dos, des que o nome do autor (Lisan­dro Hubris), seja citado…
      http://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=31436&categoria=M
      Sendo que de 15 em 15 dias algum dos meus PDFs será melho­rado, e isso acon­te­cerá por todo o tempo de vida que ainda me resta…
      Por favor, ajude divul­gar os meus E-livros.
      Abra­ços com gratidão!

  • Paulo Ramos 24 de December de 2012, às 14:00 Permalink | Responder
    Etiquetas: Bíblia, Jesus   

    Onde Nasceu Jesus? 

    star-of-bethlehem-2

    De entre os qua­tro evan­ge­lhos do Novo Tes­ta­mento, só os evan­ge­lhos de Mateus e Lucas é que incluem nar­ra­ti­vas sobre o nas­ci­mento e ori­gem de Jesus. Mas estas duas nar­ra­ti­vas são incompatíveis.

    O seguinte qua­dro ajuda a com­pa­rar todos os pon­tos das nar­ra­ti­vas sobre o nas­ci­mento e ori­gem de Jesus dos tex­tos de Mateus e Lucas.

     

    Mateus Lucas
    Nome do pai de José Jacob Eli
    Impor­tân­cia de José nos acontecimentos José é o con­du­tor dos acon­te­ci­men­tos, Maria não fala José não fala e tem pouca impor­tân­cia, Maria é protagonista
    Resi­dên­cia antes O texto implica Belém, Judeia Nazaré, Gali­leia
    Anun­ci­a­ção José recebe a men­sa­gem do anjo depois de Maria engravidar. Maria recebe a men­sa­gem do anjo e fica grá­vida antes de Hero­des mor­rer, 4 AEC, o mais tardar.
    Data de nas­ci­mento de Jesus Antes de Hero­des mor­rer, 4 AEC o mais tardar Quando Qui­ri­nius era gover­na­dor da Síria, a par­tir de 6 EC, ou seja, 10 anos depois de Maria ficar grávida.
    Local de nascimento Belém, Judeia Belém, Judeia
    Porquê esse local de nascimento Presume-se que já lá viviam, e por causa de uma profecia. Por causa de um recen­ci­a­mento que obri­gava as pes­soas a deslocarem-se à terra dos seus antepassados.
    Acon­te­ci­men­tos entre o nas­ci­mento e a ida para a Nazaré Magos visi­tam Hero­des; Magos visi­tam a cri­ança;
    Anjo avisa José de perigo; José leva famí­lia para o Egipto; Hero­des ordena o mas­sa­cre das cri­an­ças de Belém.
    Hero­des morre; Anjo avisa José que podem regressar; José e famí­lia regres­sam do Egipto
    Visita dos pas­to­res em Belém
    Em Jerusalém:

    • Aos 8 dias, circuncisão
    • Aos 40 dias, oferta de duas rolas para serem sacri­fi­ca­das no templo.
    Resi­den­cia depois José que­ria regres­sar a Belém, na Judeia, mas rece­ava Arque­lau (filho de Hero­des); por isso e para cum­prir uma pro­fe­cia leva a famí­lia para Nazaré na Galiléia. Retor­nam à sua casa, a Nazaré.

    Para mais detalhes:

    http://quem-escreveu-torto.blogspot.pt/2012/10/mateus-jesus-de-onde.html

    http://quem-escreveu-torto.blogspot.pt/2012/11/lucas-anunciacao-jesus-de-onde.html

     

     
    • zetor 16 de Abril de 2013, às 17:16 Permalink | Responder

      Caro(s) Amigo(s)

      Penso que, na minha opi­nião, muito mais impor­tante que inter­pre­tar tex­tos bíbli­cos, espe­ci­al­mente os 4 evan­ge­lhos esco­lhi­dos pela igreja, pondo de parte mui­tos outros, os cha­ma­dos apó­cri­fos, seria demons­trar que jesus é ape­nas um per­so­na­gem de fé, e não um per­so­na­gem his­tó­rico. Todas as refe­rên­cias a jesus em tex­tos his­tó­ri­cos foram colo­ca­das lá ” a força” por escri­bas que se admi­ra­vam por tex­tos da época não se refe­ri­rem a jesus, e que mais tarde foram con­si­de­ra­dos total­mente fal­sos e incluí­dos fora da época.

      Assim temos uma per­so­na­gem que pode ser tão fic­ti­cia e absurda como a arca de noé, que curava leproso, res­sus­ci­tava mor­tos (ainda hoje a cien­cia médica tem diver­gên­cias a res­peito do momento da morte) e como era um tipo por­reiro trans­for­mava agua em vinho nos casa­men­tos e mul­ti­pli­cava pães.

      Penso que é impor­tante, pois a maior parte das pes­soas não faz a mínima ideia, des­mis­ti­fi­car essa per­so­na­gem, que pode ou não ter exis­tido, que de cer­teza mila­gres não fez, por­que senão bas­ta­ria lhe pedir e ele faria agora mesmo, espe­ci­al­mente para as cri­an­ças famin­tas que so com um 1 pão sobre­vi­ve­riam, ou fazendo des­cer o maná ou outra coisa assim, sobre os luga­res onde é necessário.

      • Paulo Ramos 22 de Abril de 2013, às 22:15 Permalink | Responder

        Exacto.
        Só muito difi­cil­mente uma per­so­na­gem his­tó­rica terá dado ori­gem ao Jesus Nazareno.

        Se é que exis­tiu tal per­so­na­gem, a sua his­tó­ria pes­soal terá con­tri­buido mui­tís­simo pouco para a nar­ra­tiva dos evangelhos.

        É mais fácil enten­der o Novo Tes­ta­mento tendo em conta um mito-que-fez-se-homem do que a tese do homem-que-fez-se-mito.

        É mais fácil enten­der que o mito é ante­rior à per­so­na­gem humana ou antro­po­morfa de Jesus Nazareno.

        • Daniel 9 de Maio de 2013, às 23:39 Permalink | Responder

          Caro Paulo Ramos

          Na sua opi­nião, exis­tem ele­men­tos docu­men­tais para se afir­mar a exis­tên­cia dos após­to­los de Jesus ou tam­bém foram per­so­na­gens mitificadas ?

          • Paulo Ramos 10 de Maio de 2013, às 22:32 Permalink | Responder

            Boa noite, Daniel,
            alguns dos após­to­los dos evan­ge­lhos podem ter sido cons­truí­dos a par­tir de per­so­na­gens ver­da­dei­ras, mas nem todos.

            Neste artigo faço uma aná­lise sobre o que os após­to­los que Paulo (que tam­bém se iden­ti­fi­cava como após­tolo, mas não figura nos evan­ge­lhos) conhe­cia por volta do ano 50:
            http://quem-escreveu-torto.blogspot.pt/2013/05/paulo-quem-eram-os-apostolos.html

            Depois de Paulo, muita lite­ra­tura se criou sobre os após­to­los. Inclu­sive os evan­ge­lhos foram escri­tos mui­tos anos depois de Paulo escre­ver as suas famo­sas cartas.

            Um curi­o­si­dade — Papias de Hie­rá­po­lis, por volta do ano 130, disse sobre Judas:
            “Judas dei­xou um triste exem­plo de impi­e­dade neste mundo; seu corpo inchou de tal forma que ele não con­se­guiu pas­sar por um cami­nho onde uma car­ru­a­gem facil­mente pas­sava, de modo que foi esma­gado pela car­ru­a­gem e suas entra­nhas se derramaram.”

            Os evan­ge­lhos, nome­a­da­mente Mateus, diz que Judas enforcou-se logo a seguir à sua trai­ção.
            Papias sobre Judas

            • Daniel 10 de Maio de 2013, às 22:57 Permalink

              Boa Noite, Paulo

              Grato pela sua res­posta, mas a minha per­ple­xi­dade é a seguinte: se Jesus de Nazaré, segundo a sua pers­pec­tiva, nunca exis­tiu enquanto per­so­na­gem his­tó­rica, por que é que a his­tó­ria regista os nomes dos seus após­to­los, os seus per­cur­sos de vida e a forma como mor­re­ram ? Quanto ao facto de os evan­ge­lhos terem sido escri­tos mui­tos anos depois de Paulo ter redi­gido as suas car­tas, existe uma con­tro­vér­sia sobre os pri­mei­ros a terem sido escri­tos. A mai­o­ria dos aca­dé­mi­cos sus­tenta que foi o Evan­ge­lho de S. Mar­cos, mas outros apon­tam no sen­tido de que foi o Evan­ge­lho dos Hebreus, tam­bém conhe­cido por fonte Q ou Evan­ge­lho dos Ebi­o­nis­tas, escrito em hebraico ou ara­maico. Mas a minha ques­tão fun­da­men­tal é esta: os após­to­los de Jesus Cristo foram todos far­san­tes ? Invo­ca­ram uma per­so­na­gem his­tó­rica ine­xis­tente? E com que lógica divul­ga­ram supos­tos fei­tos, atri­buí­dos a Jesus Cristo, par­tindo do pres­su­posto de que os mes­mos nunca ocor­re­ram ? Tem res­posta para estas questões?

          • Paulo Ramos 10 de Maio de 2013, às 23:30 Permalink | Responder

            Olá, Daniel. Res­pondi ali mais abaixo, por­que o último comen­tá­rio já não tinha opção de resposta.

      • ISAIAS BATISTA 25 de Novembro de 2013, às 19:17 Permalink | Responder

        Meu amigo, CRITO JESUS não é nosso ser­vis­sal, que lhe pedi­mos algo ele corre para fazer.
        É por fé qu alcan­ça­mos o favor de DEUS para nós.E a fé é o ato de você crer no invi­sí­vel como se ele esti­vesse em sua frente.
        Deus pode e quer fazer muito por cada um de nós,porém temos que con­fiar nele incon­di­ci­o­nal­mente e seguir todos os seus mandamentos.

        Tenha cer­teza que Deus tanto existe,que Ele está te obser­vando neste exato momento, e está vendo o quanto você é depen­dente d‘Ele,pois até este ar que você res­pira per­tence a ELE.
        E Ele mesmo vendo suas mise­ria Ele te ama com um amor tão grande,tão incon­di­ci­o­nail, que você na sua pequês não o con­se­gue com­pre­en­der e rejeita ‚pois não acre­dita que há um ser que te ama deste tanto, que enviou seu pro­prio filho para mor­rer por mim e por você.….

        Pense nisso.….….…

    • Paulo Ramos 10 de Maio de 2013, às 23:19 Permalink | Responder

      Viva, Daniel,
      nos anos 40 a 60, Paulo escre­veu mui­tas car­tas a pes­soas que viviam a milha­res de qui­lo­me­tros de Jeru­sa­lém. Pes­soas que viviam em Roma, Gré­cia, Mace­dó­nia, Galá­cia (Turquia).

      Paulo escre­veu nas suas car­tas sobre as reve­la­ções que rece­beu do Filho de Deus, mas:

      • Paulo nunca sugere que esse Filho de Deus tinha estado recen­te­mente em Jerusalém
      • Paulo nunca fala que esse Filho de Deus tenha feito mila­gres, curado doentes
      • Paulo nunca fala que esse Filho de Deus tinha feito mui­tos dis­cur­sos e ensi­nado por parábolas
      • Paulo nunca sequer diz que esse Filho de Deus foi gerado por uma Virgem

      No entanto, depois da morte de Paulo, por volta do ano 70, come­çou a apa­re­cer um género de lite­ra­tura alegórica/metafórica: o Filho de Deus seria repre­sen­tado por um pre­ga­dor da Galiléia.

      Con­se­gue per­ce­ber que isto é pro­va­vel de ter acontecido?

      No seu comen­tá­rio diz “Evan­ge­lho dos Hebreus, tam­bém conhe­cido por fonte Q ou Evan­ge­lho dos Ebi­o­nis­tas”.
      Estes são três tex­tos dis­tin­tos (sendo que o texto Q é um texto hipo­té­tico que nunca foi encontrado).

      • Daniel 11 de Maio de 2013, às 2:44 Permalink | Responder

        Olá Paulo

        Tem razão quanto ao texto Q, é uma fonte hipo­té­tica, reco­nheço o lapso. No entanto, já no que res­peita ao Evan­ge­lho segundo os Hebreus e o Evan­ge­lho dos Ebi­o­nis­tas, há aca­dé­mi­cos que sus­ten­tam tratar-se da mesma fonte. De momento, não estou em con­di­ções de me pro­nun­ciar sobre o que você refere rela­ti­va­mente às car­tas de Paulo, teria que estudá-las aten­ta­mente. Mas seja como for, tomando ape­nas por refe­rên­cia os após­to­los de Jesus Cristo, parece pouco pro­vá­vel que esses homens, cujo per­curso de vida é his­to­ri­ca­mente conhe­cido, tives­sem andado pelo mundo a apre­goar uma mis­ti­fi­ca­ção. Por isso a ques­tão sub­siste: esses após­to­los foram dis­cí­pu­los de quem ? De nin­guém ? de uma mera per­so­na­gem miti­fi­cada ? Quanto aos mila­gres de Cristo, não sei, não estive lá para ver, inde­pen­den­te­mente do que os evan­ge­lhos afir­mem sobre essa matéria.

        • Paulo Ramos 11 de Maio de 2013, às 23:21 Permalink | Responder

          O per­curso his­tó­rico dos após­to­los dos evan­ge­lhos não tem grande suporte. his­tó­ria do cris­ti­a­nismo foi cri­ada e man­tida por… cris­tãos, a come­çar por Eusé­bio no século IV.

          Paulo, por volta do ano 50, fala de reve­la­ções que teve do Filho de Deus.

          A expe­ri­ên­cia que ele conta é como uma expe­ri­ên­cia de visão mís­tica em que o Filho de Deus lhe con­tou o que estava para acon­te­cer bre­ve­mente (o Cristo viria bre­ve­mente para levar os cren­tes para o céu).
          Em 1 Cor 15, ele diz que foi o último a rece­ber as reve­la­ções. Em Actos é dito que Paulo viu umas luzes.

          Paulo tam­bém diz que Cristo apa­re­ceu pri­meiro a Cefas (mas os evan­ge­lhos dizem que Jesus apa­re­ceu pri­meiro a Maria Mada­lena).
          Para além disto, nada do que Paulo diz indica que este Cefas teve uma visão de Cristo dife­rente da sua pró­pria visão — umas luzes e umas revelações.

          http://quem-escreveu-torto.blogspot.pt/2013/04/paulo-quem-apareceu-cristo-aos-corintios.html

          Para con­cluír, Paulo fala de mui­tos após­to­los cujos nomes não são men­ci­o­na­dos nos evan­ge­lhos (Apolo, Andró­nico, Junias).

          Quem os esco­lheu ou nomeou? Bas­ta­ria con­ven­cer de que fala­ram com Deus ou com o Filho de Deus e que tinham infor­ma­ções impor­tan­tes e urgen­tes para divul­gar para quem qui­sesse crer.

          • ISAIAS BATISTA 25 de Novembro de 2013, às 20:10 Permalink | Responder

            Meu caro filósofo,seus estu­dos são até interessantes,porém sem uma inter­pre­ta­ção dada pelo ESPIRITO SANTO são ape­nas, pala­vras escri­tas sobre a areia do mar; que se escreve,porém a onda vem e passa por cima dela e quando a onda volta para o mar tudo o que tinha sido escrito foi apa­gado mais rapido do que o tempo que levou para escrevê-la.

            Essa sua forma de estudo seria como se você pulasse de um avião a 4.000 pés de altura, porém sem para-quedas.

            Cui­dado filo­so­fias demais acaba dete­ri­o­rando a mente de quem as lê…
            A biblia é um livro per­feito em seus rela­tos ‚nós que mui­tas vezes não enten­de­mos o que lemos.Neste caso aca­bam falando do que não se sabe. neste caso como você…

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