O Bezerro de Ouro que Dominou o Mundo

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O homem pri­mi­tivo sentia-se apa­vo­rado com os fenó­me­nos da natu­reza — tem­pes­ta­des e tan­tos outros — que jul­gava serem a mani­fes­ta­ção de Seres Pode­ro­sos. Então, na sua impo­tên­cia para con­tro­lar a natu­reza, e não encon­trando expli­ca­ções razoá­veis para os acon­te­ci­men­tos, volta-se para aque­les Seres Pode­ro­sos que ima­gina coman­da­rem o mundo. Sub­misso e supli­cante, implora-lhes per­dão pelas fal­tas come­ti­das, simula pre­ces e ofe­ren­das. Com isso, supõe apla­car a ira dos deu­ses e ganhar-lhes o seu favor.

Foi, assim, lan­çada a semente da reli­gião que no decor­rer do tempo foi ganhando novas for­mas, de acordo com as neces­si­da­des e aspi­ra­ções do Homem.

O deus cris­tão come­çou a sua car­reira no pan­teão cana­neu. Nesse pan­teão domi­nava El– Elyon (o Altís­simo) com os filhos: Baal (deus das tem­pes­ta­des, da fer­ti­li­dade e das colhei­tas), Yam (deus do mar) e mui­tos outros.

Even­tu­al­mente Yah­veh, um deus da guerra, dos habi­tan­tes do deserto, foi adi­ci­o­nado a esse pan­teão. Yah­veh seria repre­sen­tado por um bezerro dou­rado, mas seria não pou­cas vezes subs­ti­tuido pelo antro­po­morfo Baal dos Fení­cios (cana­neus) sendo final­mente pro­mo­vido ao deus-supremo Eloi.

Sim, Yah­veh foi – durante o domí­nio babi­ló­nico — equi­pa­rado ao Altís­simo El-Elyon, o Todo-Poderoso El-Shaddai, ter­mi­nando a sua saga judaica como um ser invi­sí­vel, trans­cen­dente, que já não mos­tra fei­tos espe­ta­cu­la­res mas ape­nas mur­mura aos profetas.

Foi então trans­fe­rido para a cul­tura greco-romana por Paulo de Tarso, empa­co­tado como o Pai do Cristo, depois feito trin­dade para uma igreja uni­ver­sal (grego: katho­li­kos) por Constantino.

 

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